enrola e rebenta vezes sem fim bate na rocha negra até que nada mais fique além dum puro e cristalino vinco. vem e volta a vir afagando a areia num doce carinho que solta risos prisioneiros duma ansiedade que empurra o estomago para o lado e contrai o rosto na forma mais contangiante. cria cores do imaginário e aparecem cenários vagarosos carregados de energia e emoções não vividas... na penumbra dum olhar lusco fusco sobe a agua como chama viva que aquece joelhos e faz escorrer pingas pela espalda depois de trespassar o corpo quente do veraniante mais inquieto do ano - o pul(g)ão da areia - sempre em saltos maiores que a sua propria conta - mas assim é que é feliz, a fazer o impossivel e a pintar o seu mundo de altos e baixos (invisiveis para o simples gigante) e sempre a cantorolar .... venhaaespumadetodasascores em disfarçesdecordeirosegaivotas...
1 comentário:
enrola e rebenta...o grão-de-areia sabe tão bem o que é enrolar e rebentar na praia...partiu à aventura...à procura...fez amigos e amantes...mas, não encontrou. um dia em que a lua parecia querer arrancar o mar do mar...alguém sussurrou ao grão-de-areia:"...quiero regresar a los tiempos donde la vida era simple, cuando todo lo que sabia eran colores, tablas de sumar y cuentos de hadas y eso no me molestaba, porque no sabia que no sabia y no me preocupaba por no saber, cuando todo lo que sabia era ser feliz...". o raio verde desse dia levou a sua procura enquanto a maré devolveu-o suavemente à sua praia...encontrou uns pés...uns lindos pés...um instante de felicidade...de possibilidade...
beijo
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